Postagens

Mostrando postagens de maio, 2018

Adeus

Esta é uma carta de despedida. Foram trinta e poucos anos de um ciclo vicioso e majestoso não vividos juntos. Essa é a majestade, uma vida não vivida. Amo quem sou hoje. Essa é uma certeza irrefutável. Não mudaria nada em mim. E sou fruto desses trinta e poucos anos não vividos juntos. Não há como dizer que foram dias ruins. Te amo. Intensamente. Com a clareza de trinta e poucos anos atrás. Encontrá-lo foi como voltar no tempo, como se nada estivesse mudado entre nós! Fios de cabelo brancos. Rugas. Corpo decaído. Tudo isso passou sem perceber porque o amor estava ali. No brilho dos olhos, no acelerar do coração, na respiração descompassada. Mudamos. Ah! Como mudamos. Mas a essência não! – você disse. Mudamos sim. E eu gosto de pensar assim. Se o redor desaparecesse. Se fôssemos transportados para um mundo nosso, onde nada nem ninguém estivessem. Se nada mais importasse a não ser nós. Se... Se não existe. É uma desculpa para os fracassados. É a justificativa para quem nã...